10 livros que viraram músicas

Livros não servem de inspiração apenas para o cinema. Muitos músicos criaram letras e melodias de sucesso depois de se perderem em páginas de romances, suspenses, ficções… de Led Zeppelin a Radiohead, a lista abaixo traz curiosidades e ligações inesperadas.

The Police e Vladimir Nabokov

Sting, vocalista e líder da banda, escreveu Don’t Stand so Close to Me depois de lerLolita, do escritor russo Nabokov. O livro conta a história de uma ninfeta de 12 anos que inflama as loucuras e desejos de um intelectual de meia idade. A obra também deu origem a um filme, lançado em 1997, e interpretado por Jeremy Irons e Dominique Swain. Em 1982, The Police ganhou o Grammy pela música.

Led Zeppelin e J. R. R. Tolkien

Em 1971, a banda lançou Misty Mountain Hop que traz referências do Hobbit, de J. R. R. Tolkien. Na música, eles descrevem um passeio maluco até a montanha nebulosa que, no livro, separa o Leste do Oeste na Terra Média. A versão cinematográfica da história também traz uma canção sobre a montanha nebulosa, chamada de Misty Mountains Cold, e interpretada pelos anões dentro da casa do hobbit Bilbo Bolseiro.

Rolling Stones e Mikhail Bulgakov

Várias histórias rondam Sympathy for the Devil, mas, em minha opinião, a que melhor se enquadra é a referência ao O Mestre e Margarida, romance do escritor russo lançado em 1973. O livro narra a fantástica chegada do diabo em plena Moscou comunista dos anos 1930. Satanás, no entanto, não está sozinho: em sua comitiva há uma feiticeira nua, um homem de roupas apertadas e um gato preto.

Na versão melódica da história, os Stones instigam as pessoas a adivinhar qual é o personagem principal da canção e o ‘tinhoso’, em vez de chegar em Moscou, dá as caras em São Petersburgo, também na Rússia.

Iron Maiden e Alfred Lord Tennyson

Em The Trooper, do disco Piece of Mind, o Iron Maiden pegou carona no poema Carga da Brigada Ligeira. A história é descrita como um dos episódios mais heroicos e desastrosos do exército britânico.

A cavalaria da Brigada Ligeira foi dizimada na luta contra a artilharia russa, durante a Guerra da Crimeia, em 1854, sofrendo 40% de baixas em poucos minutos. A música da banda de heavy metal relata o combate na visão de um dos cavaleiros britânicos.

Rush e Mark Twain

Esta é óbvia: Tom Sawyer do Rush ganhou este nome por causa do imortal personagem de Mark Twain. O clássico da literatura americana, assim como a música, fala sobre as confusões e aventuras do garoto que vive em uma pequena cidade nas margens do rio Mississíppi (Estados Unidos), no século XIX. Além das rádios, o livro também ganhou cinco versões cinematográficas e apareceu sutilmente em outras produções, como Dogville e Minority report – A nova lei.

Guns and Roses e J. D. Salinger

O Apanhador no Campo de Centeio ronda o mundo do rock n’ roll a tempos, desde que o livro foi relacionado a Mark Chapman, o assassino de John Lennon. A polêmica obra deJ. D. Salinger também chegou ao álbum mais desprezado da história dos Guns and Roses: Chinese Democracy, de 2008.

A faixa Catcher in the Rye, nome do livro em inglês, tem várias interpretações. É possível entendê-la como uma confissão de Holden Caulfield, o personagem principal da história, até uma declaração de Chapman, que alegou se inspirar no livro para cometer o crime contra o ex-Beatle.

Black Sabbath e J. R. R. Tolkien

A famosa The Wizard, escrita pelo baixista Geezer Butler, nasceu de O Senhor dos Anéis, o livro mais famoso de J. R. R. Tolkien. Como vimos anteriormente, esta não é a primeira banda a calcar uma letra de música em cima das histórias da Terra Média. A canção faz menção ao mago Gandalf e há quem diga que também se refere ao traficante que cedia drogas à banda. Uma parte da canção pode ganhar dupla interpretação.

Jefferson Airplane e Lewis Carroll

Alice no País das Maravilhas é uma das obras mais adaptadas de todos os tempos. O livro, aparentemente infantil, foi descoberto por intelectuais da época e moldou o imaginário cultural das pessoas. Com a banda Jefferson Airplane não foi diferente.

A canção White Rabbit, de 1967, mergulha na obra de Lewis Carroll e fomenta as discussões que tentam decifrar os textos da obra. O livro já foi retratado no cinema mais de oito vezes e deu origem a grupos que tentam disseminar a cultura nonsense da obra em diversos países.

Radiohead, David Bowie e George Orwell

Mais uma dobradinha! George Orwell volta a aparecer na lista, mas, desta vez, com o clássico 1984. Tanto o Radiohead quanto o David Bowie foram iluminados pelo Grande Irmão ao mundo – personagem que controla e observa tudo ao seu redor. Em 2+2-=5, a banda norte-americana faz referência às ideias irreais que o Big Brother impunha à sociedade. Já em 1984, lançada no álbum Diamond Dogs, em 1974, o cantor inglês faz analogias ao trabalho de Winston, principal personagem do livro que forja documentos históricos.

 Fonte: BrasilPost,
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Um comentário sobre “10 livros que viraram músicas

  1. Adorei a lista, algumas dessas musicas me deixaram bastante surpresa pela “origem” delas.
    E só pra complementar sua lista vou citar mais algumas:
    “For Whom The Bell Tolls” do Metallica é inspirada no livro de mesmo nome “Por quem os sinos dobram” de Ernest Hemingway. Na biblioteca municipal daqui até tem ele. Comecei a le-lo mas ele estava tão carcumido que desisti.
    E “Elvenpath” do Nightwish também tem referencia a “O Hobbit” e “O Senhor dos Anéis”. É uma das minhas preferidas, porque junta minhas duas coisas favoritas.
    Sem contar a banda Blind Guardian que tira grande parte de suas musicas dos livros de Tolkien.
    Beijos, Camila

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