Dia dos mortos

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Trata-se de uma celebração de origem indígena, há relatos que os Astecas, Maias, Purépechas, Náuatles e Totonacas praticavam este culto que celebra a vida dos ancestrais, pelo menos há três mil anos.

Para os mexicanos a morte não tem a mesma conotação da religião católica, na qual as ideias de inferno e paraíso servem para castigar ou premiar, eles acreditavam que os caminhos destinados às almas dos mortos eram definidos pelo tipo de morte que tiveram, e não pelo seu comportamento em vida.

Originalmente era comemorado no nono mês do calendário solar Asteca, por volta do início de agosto, e era celebrado por um mês completo, quando os espanhóis chegaram à América no século XVI, se aterrorizaram com esta prática, e no intento de converter os nativos, fizeram as festividades coincidirem com as festividades católicas do Dia de Todos os Santos e o Dia de finados, ocorrendo assim no dia 02 de novembro. Os espanhóis combinaram seus costumes com o festival centro-americano criando um sincretismo religioso que deu lugar ao atual Dia dos Mortos.

Hoje nas festividades, encontra-se aspectos oriundos tanto dos antigos habitantes centro-americanos, como também, características modernas, adquiridas do contato com a cultura dos colonizadores.

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O dia dos Mortos é comemorado no México, alguns países da América Central e em algumas regiões dos Estados Unidos, onde a população mexicana é grande. É uma das festas mexicanas mais animadas e é declarada Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura).

Características:

Caveira: vida, morte e sátira:

As ‘caveiras mexicanas’, hoje item da moda comumente visto em estampas, tatuagens, itens de decoração, têm origem na festividade.

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A tradição é originada da deusa Mictecacíhuatl, conhecida como a ‘Dama de la Muerte’ (dama da morte) que preside a cerimonia, sua imagem é atualmente relacionada com a personagem ‘La Catrina’, do pintor, ilustrador e cartunista mexicano, José Guadalupe Posada (1852-1913).

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As caveiras do artista são cheias de vida. Vestidas de gala, à cavalo, em bicicletas etc, além de belas ilustrações também carregavam em si mensagem sociais e políticas.
A ‘La Catrina’, por exemplo, é uma sátira dos indígenas que, enriquecidos durante o Porfiriato (período no qual o México esteve no controle do general Porfírio Díaz) renegavam suas origens e costumes copiando modas européias.

Caveiras Doces – A maioria das caveiras doces (geralmente as de açúcar) tem escrito o nome do morto. Os mais bem humorados também escrevem nome de vivos (para fazer piadinha com os amigos, por exemplo).

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Flores – Assim como no Brasil, no México as famílias aproveitam o dia para limpar e enfeitar os túmulos dos parentes que se foram. As mais belas e variadas flores fazem parte da decoração e tanto lá como aqui, o Crisântemo tem destaque. Os mexicanos acreditam que essa flor, lá chamada de Cempasúchitl ou Flor de cuatrocientos pélalos (flor de quatrocentas pétalas), atrai e guia a alma dos mortos.

Pão de morto – é um pão doce, adornado (com a própria massa) polvilhado de açúcar. Apesar de ser um simples pão, não é consumido durante todo o ano exatamente por estar associado à celebração do Dia dos mortos.

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Altares e oferendas – Na impossibilidade de se visitar o túmulo (porque ele já não mais existe, ou pela distância ou outro empecilho) as famílias montam em suas próprias casas, altares bem enfeitados, inclusive com foto(s) do(s) morto(s) e ali deixam oferendas como comida, o pão de morto, bebidas, cigarros e brinquedos (para a alma das crianças).

Na decoração dos altares, cheia de simbolismo há desenhos do que seria o purgatório (os quais servem para pedir que o defunto saia de lá, caso por ali esteja); a Cruz de terra para que o defunto lembre de sua fé (católica) em alusão à frase “Lembra-te que do pó viestes e ao pó, hás de retornar”, bastante proferida nas missas de Quarta-feira de Cinzas (daí as cinzas); o papel picado, típico artesanato mexicano (parece rendado) e variados doces de abóbora (importante alimento do país, ao lado do milho, do feijão e do chile); além de imagens católicas.

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Balões “guiam os espíritos”:

Além de várias atividades para comemorar o dia dos mortos por todo o país, uma das tradições são os balões iluminados para o céu para indicar o caminho de volta para os espíritos no final da celebração.

Festival de Globos de Cantoya

Phoenix, Mochila Brasil, Terra, folha,

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