Xinran e As boas mulheres da China

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A  jornalista, radialista e escritora chinesa Xinran, hoje colunista do jornal The Guardian e professora na School of Oriental e African Studies da Universidade de Londres, nos trás um livro emocionante, com relatos fortes e intensos.

as boas mulheres da china

Autora: Xinran

Editora: COMPANHIA DAS LETRAS

O livro foi inspirado em perguntas que uma universitária lhe propôs quando se encontraram: ”Qual é a filosofia das mulheres? O que é a felicidade para uma mulher? E o que faz uma boa mulher?” (pág. 56) e é baseado nas inúmeras correspondências que recebeu de suas ouvintes quando apresentava em Nanquim o programa “Palavras na brisa noturna”, onde discutia aspectos do cotidiano e dava conselhos aos ouvintes. O leitor mergulha  na realidade das mulheres chinesas, dificuldades, situações de desesperança e medo. Traçando um panorama sobre a condição feminina desde a China revolucionária e suas consequências na China Atual.

Cada uma das histórias apresentadas são relatos surpreendentes e de difícil digestam, principalmente para uma pessoa do ocidente, onde as mulheres apesar de algumas barreiras, tem sim voz e vez no mundo, podendo escolher viver com ou sem marido, criar seus filhos, trabalhar, conquistar sua independência, mas as mulheres retratadas neste livro apresentam experiências sofridas com casos de estupro, miséria, violência, contudo ao mesmo tempo que nos dá aflição os textos criam uma tenção que é impossível você não continuar a ler e querer saber qual o destino daquelas mulheres.

Além de “As boas mulheres da China”, Xinran já escreveu outros livros, alguns também baseados nas cartas de suas ouvintes:

“Enterro Celestial” – Sinopse: O casamento de Shu Wen com o jovem médico Kejun durou menos de cem dias. O rapaz, influenciado pelo entusiasmo que tomou conta da China nos anos subseqüentes à revolução de 1949, alistou-se no exército e logo foi enviado ao Tibet com as tropas que auxiliariam o governo chinês a libertar o povo da região. Dois meses depois, no quartel-general da cidade de Suzhou, Shu Wen recebeu a notícia de que ele havia morrido. Insatisfeita com os relatórios e as explicações oficiais, partiu para o Tibet em busca de Kejun, numa viagem que levaria mais de três décadas. Lá, além de encontrar um sentido para a morte do marido, ela viveu uma comovente experiência de autoconhecimento.

“O que os Chineses não Comem” – Sinopse: Quase todos os aspectos da vida são abordados nesta coletânea de crônicas para o jornal inglês The Guardian. Dos cumprimentos cotidianos — e do fato de para um chinês ser chocante receber um beijo no rosto – até as diferentes maneiras
(e significados) de usar meias, passando pelo sexo, pelas mudanças contemporâneas e pelas grandes festas que definem uma cultura. É, assim, quase inacreditável descobrir, em nosso etnocentrismo, que poucos anos atrás os chineses, não-cristãos em sua vasta maioria, não tinham qualquer idéia do que fosse o Natal. E ainda mais inacreditável é descobrir como vivem as mulheres no campo chinês. O que transparece é um retrato vivo e atual do que continua a ser — para nós, mas também para eles — um dos países mais desconhecidos do planeta.

“As Filhas Sem Nome” – Sinopse: “Sou uma moça do interior, por favor, seja gentil e cuide de mim.” Era assim que Três, Cinco e Seis se apresentavam na cidade grande. Nascidas em uma pequena aldeia chinesa, as filhas do camponês Li Zhongguo haviam se mudado para Nanjing em busca de oportunidades.
Vencendo o ceticismo do pai, um homem desgostoso por ter apenas filhas mulheres e que, por isso, jamais lhes deu um nome verdadeiro, elas escapam ao destino de subserviência e ignorância a que estavam fadadas. Na cidade, as jovens descobrem seu lugar no mundo, mas não abandonam o afeto e o respeito pelo lugar de origem.
Baseado em histórias colhidas por Xinran durante as pesquisas para seu programa de rádio, o romance aborda com delicadeza as tradições, sem deixar de lado as denúncias do medo e da ignorância herdados de uma ditadura longa e violenta.

“Mensagem De Uma Mãe Chinesa Desconhecida” – Sinopse: Xinran aborda com delicadeza um dos aspectos mais cruéis e polêmicos da sociedade chinesa contemporânea, e dá voz às mães que não puderam vivenciar a plena maternidade por terem dado à luz bebês do sexo feminino.

“Testemunhas da China”. – Sinopse: Para elucidar a formação da China contemporânea, Xinran foi em busca de homens e mulheres comuns que estão hoje com mais de setenta, oitenta anos (um deles tinha 97 e havia participado da Grande Marcha de Mao Tse-tung), das mais diversas regiões e de diferentes estratos sociais, e que sobreviveram à miséria e à fome, à invasão japonesa e à revolução, aos desastres do Grande Salto Adiante e às perseguições e humilhações da Revolução Cultural para chegar à modernização e ao espantoso crescimento econômico do início deste século.

Em 2004 Xinran fundou uma ONG a The Mother´s Bridge of Love, com sede em Londres, que busca auxiliar órfãos chineses e estreitar a compreensão entre Ocidente e China.

mbl

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