Agatha Christie

Em 15 de setembro de 1890 nascia  Agatha Mary Clarissa Christie,  romancista policial britânia autora de mais de 80 livros  e conhecida mundialmente como a “Rainha do crime”!

Agatha Christie

Seus livros estão entre os mais traduzidos de todo o planeta, superados apenas pela bíblia e pelas obras de Shakespeare, com mais de 4 bilhões de cópias vendidas pelo mundo.

Ela é a autora de oitenta romances policiais e coleções de pequenas histórias, 19 peças e seis romances escritos sob o nome de Mary Westmacott. Agatha Christie foi pioneira ao fazer com que os desfechos de seus livros fossem extremamente impressionantes e inesperados, sendo praticamente impossível ao leitor descobrir quem é o assassino. (fiquei impressionada com  “O Assassinato no expresso do oriente” e “O Natal de Poirot”)

Entre seus diversos personagens, os mais famosos são  “Hercule Poirot”, “Miss Marple”, “Tommy e Tuppence Beresford” e “Parker Pyne”.

Conheceu o Coronel Archibald Christie, piloto do Corpo Real de Aviadores em 1912, e manteve com ele um romance tempestuoso. Casaram-se em 24 de Dezembro de 1914. Enquanto o marido esteve na Primeira Guerra Mundial, Agatha trabalhou em um hospital e em uma farmácia, funções que influenciaram seu trabalho: muitos dos assassinatos em seus livros foram cometidos com o uso de veneno. Em 1919, teve com Archibald sua primeira e única filha, Rosalind (1919-2004).

Seu primeiro livro “O Misterioso Caso de Styles” começou a ser escrito em 1916, mas só foi publicado em 1920 pela editora Bodley Head vendendo cerca de 2.000 cópias, após ser rejeitado por 6 editoras. Em seguida vieram “O inimigo secreto”, “Assassinato no Campo de Golfe”, “O homem do terno marrom”, “Poirot Investiga” e “O Segredo de Chimneys”. Mas o sucesso veio em 1926 com a publicação de “O Assassinato de Roger Ackroyd”, que vendeu 5.000 cópias.

Em 3 de Dezembro de 1926, seu marido Archie revela que está apaixonado por outra mulher, Nancy Neele, e quer o divórcio, e então deixa a esposa, para passar um fim de semana com a amante e alguns amigos em Godalming, Surrey. Após chegar em casa e não encontrar o marido, Agatha abandonou a casa em Styles por volta das 21h45 daquela noite com uma pequena mala. Na manhã do dia 4 de Dezembro seu carro foi encontrado em um barranco no lago de Silent Pool em Newlands Corner, com os faróis acesos. Dentro do Morris Cowley verde foram deixados um casaco de pele, a sua mala e uma carteira de motorista vencida. O desaparecimento da autora se tornou notícia em Surrey quando a polícia local publicou um relatório de pessoas desaparecidas, e passou-se a oferecer £100 para quem tivesse qualquer informação sobre a autora. Aviões (foi a primeira vez que se usou aviões para buscar algum desaparecido na Inglaterra), mergulhadores e escoteiros buscavam por Agatha – ao todo a busca teve a ajuda de 15.000 voluntários.

Agatha Christie ficou desaparecida por 11 dias, até ser  reconhecida no Hydropathic Hotel (hoje Old Swan Hotel), em Harrogate, pelo músico Bob Sanders Tappin, que reivindicou a recompensa de £100. Sanders disse que se dirigiu à autora como “Mrs. Christie” e que essa respondeu-lhe, mas disse que estava sofrendo de amnésia. 

A autora estava hospedada sob o nome de Teresa Neele (o mesmo sobrenome da amante de seu marido), dizendo ser da Cidade do Cabo, e explicando que era uma mãe de luto pela morte de seu filho. No hotel, Agatha foi vista dançando, jogando bridge, fazendo palavras cruzadas e lendo jornais. Curiosamente, a autora deixou um anúncio no The Times dizendo que Teresa Neele procurava parentes e amigos da África do Sul; interessante ressaltar que a irmã de Agatha, Madge, morreu em 1923, após voltar do país africano.

Várias teorias foram criadas para explicar o falso desaparecimento da autora, algumas pessoas defendem que o escândalo foi um golpe publicitário para aumentar a venda de um dos seus livros (O Assassinato de Roger Ackroyd lançado semanas antes do desaparecimento, continuava na lista de best-sellers), outras que a intenção da autora era apenas se vingar de Archibald, simulando sua morte para que o marido fosse acusado de assassiná-la, e finalmente há os que dizem que a autora realmente sofreu um acidente de carro e perdeu a memória.

Dois anos mais tarde, Agatha Christie divorciou-se de seu primeiro marido. Em 1930, publicou o primeiro romance com a sagaz personagem Miss Marple, “O Assassinato na Casa do Pastor”. Marple, uma simpática velhinha que se arvora a detetive e é uma espécie de alter-ego da autora, foi protagonista de doze romances de Agatha Christie.

Ainda em 1930 Agatha casou-se pela segunda vez, com Max Mallowan, um arqueólogo que havia conhecido numa viagem à Mesopotâmia. Com Mallowan a autora realizou uma série de expedições arqueológicas, que lhe renderam inspiração para novas histórias, como “Morte no Nilo”.

Em 1934, foi lançado o célebre romance “Assassinato no Expresso do Oriente”, depois transformado num filme de grande sucesso.

o assassinato no expresso do oriente

Na década de 1930, a abundante produção literária de Agatha Christie se consolidou junto ao público, transformando a autora num perene “best-seller”. Christie escreveu mais de vinte títulos de ficção, entre eles o famoso “O Caso dos Dez Negrinhos”.

Em 1952, estreou em Londres sua peça “A Ratoeira” – a peça que ficou mais tempo em cartaz na história do teatro.

A escritora recebeu a mais alta condecoração do Reino Unido em 1971, tornando-se “Dame Agatha Christie”.

Já leu algum livro dela?? O que achou? Comentem!!

Fontes:

Wikipedia, Educação, LPM, IMDB.

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